Sono: metabolismo, disfunções e nutrientes

 

O sono é uma das funções fisiológicas mais importantes para o corpo humano, tendo como função restaurar o organismo, consolidação da memória e relaxamento.
O sono consiste em duas fases no quais são: REM (rapid eyes moviment), onde a atividade cerebral entra em estado de vigília, com ondas de pequena amplitude e rápida frequência, responsável pela memória e onde o indivíduo de fato relaxa o corpo. O estado Não REM é subdividido em quatro fases; onde as fases 1 e 2 correspondem a superficialidade do sono, liberação de melatonina e hormônio indutor do sono. Já as fases 3 e 4 liberam hormônios do crescimento, essencial para vias metabólicas de anabolismo, especialmente as de síntese proteica e leptina, hormônio anorexígeno que exerce grande influência na regulação da ingestão alimentar e no gasto energético.
A adequação das fases é imprescindível para que o sono cumpra sua função reparadora, entretanto a má qualidade do sono é uma queixa comum, desencadeado por fatores ambientais como má alimentação, estresse e outros fatores como síndrome de apneia, pesadelos noturnos, sonambulismo síndromes das pernas inquietas e o ronco.
Especialistas investigam o sono a fim de encontrar estratégias para torna-lo, mais saudável e efetivo e a nutrição tem grande relevância no processo. Em primeiro instante, a adequação do aporte proteico deve ser destacada, uma vez que a síntese da melatonina depende da disponibilidade de triptofano, presente em fontes alimentares como ovos, banana, grão de bico e quinoa. Adicionalmente, os micronutrientes são primordiais para reações enzimáticas que atuam no metabolismo da melatonina.
A desnutrição proteica e deficiência de vitaminas podem atrapalhar a condução do metabolismo da melatonina, dificultando o estabelecimento do sono. As frutas vermelhas, kiwi, alho, cebola e outros, são responsáveis pela fitomelatonina – estrutura similar a melatonina-, válida para melhorar alguns parâmetros do sono.
O uso abusivo de cigarro, álcool, cafeína e o estresse físico e mental aumentam o nível do hormônio cortisol. Este hormônio antagoniza a ação da melatonina, reduzindo a resposta de agentes indutores do sono. O consumo de alimentos como ácidos graxos, ômega 3, modulam o cortisol, assim como o chá-verde, que reduz as concentrações sanguíneas do hormônio e possui teanina que modula a função cerebral, relaxamento e a cognição.
A correção de deficiências nutricionais e o consumo de bioativos, são estratégias para completar a higiene do sono e reduzir os impactos negativos de sua privação.
Referência:
Massunaga, Nayara Dantas. Sono: Metabolismo, disfunções e nutrientes. Revista Nutrir+. São Paulo. Edição 25º. 40-42. Nov, 2015.

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