Publicação comentada do New York Times

Com a atual situação econômica dos países, tem-se um quadro de aumento de vendas de produtos industrializados em países em desenvolvimento e com isso alterações nos hábitos alimentares da população tendo como consequência o aparecimento da obesidade, diabetes, problemas cardíacos e doenças crônicas o que possibilitou uma mudança no quadro nutricional da população, passando de baixo peso para obesidade, mas a desnutrição continua, pois os alimentos industrializados fornecem uma quantidade grande de calorias, mas sem nutrientes.

Hoje, mais de 700 milhões de pessoas obesas sendo que 108 milhões, são crianças e de acordo com o New England Journal of Medicine, a obesidade dobrou em 73 países desde 1980, contribuindo para 4 milhões de mortes prematuras.

O aumento do consumo de produtos ultraprocessados e processados vem de um ciclo que começa desde o aumento das multinacionais em países em desenvolvimento gerando uma alteração na agricultura local pois os agricultores começam a ver mais vantagens em cultivo de cana-de-açúcar, milho e soja que por sua vez, são a base de muitos produtos industrializados.

Temos também grande influência política, impedindo de taxar e criar leis restritivas para tais alimentos. Em algumas audiências públicas a indústria no qual se compõe de vários representantes, parecia estar disposta a negociar o que era proposto, mas “por de trás dos panos” conduziam uma campanha para impedir tais mudanças, foram utilizados vários relatos de que a ANVISA estava querendo “passar por cima” dos pais e que somente os pais deveriam saber o que dar para seu filho comer, pois sabiam o que é melhor e entre outros relatos. Em 2010 a ANVISA retirou a maioria das restrições e optou para que os anúncios incluíssem um alerta sobre os alimentos e bebidas prejudiciais à saúde. Resultado disso?

 Ações Judiciais!!

Foram 11 contra a ANVISA. Analisando isto, vemos o quanto a indústria de alimentos é forte, mas pensando em uma das alegações de defensores da indústria no qual dizem que esses alimentos são mais práticos e rápidos, ideais para um mundo urbanizado como este…

Se pensarmos que se a agricultura local/familiar for valorizada, os preços de tais alimentos baixariam e aliados a isso fosse investido em educação nutricional, a indústria não teria muita opção a não ser atender essas restrições, pois a população estaria mais exigente e a “par” de todos os malefícios, pois podemos ter sim uma alimentação balanceada onde os alimentos industrializados não sejam excluídos mas também não sejam a base da alimentação, práticos e mais econômicos, e um passo importante é a educação e educação nutricional, é a propagação das informações!

Texto completo: https://goo.gl/xmZDJR

Leticia Ramos 

Estagiária de Nutrição

Silvia Ramos
Nutricionista CRN3/10908

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