Ingestão de flavonóides e incidência de disfunção erétil

Artigo publicado no American Journal Clinical Nutrition em Março traz estudo sobre consumo de flavonoides e disfunção erétil. Trata-se se um estudo de incidência e, portanto devemos te cuidados na interpretação.
Veja abaixo o resumo e link para texto completo

Introdução: A etiologia disfunção erétil (DE) é predominantemente vascular e, poucos são os dados disponíveis relacionados ao papel da dieta. Alguns autores associam que uma maior ingestão de flavonoides reduz diabetes (que tem comprometimento micro e macrovascular). Entretanto, nenhum examinou especificamente a associação entre flavonoides e função erétil.
Objetivo: Este estudo examinou a relação entre a ingestão de subclasse de flavonoides e incidência de DE.
Métodos: Foi conduzido um estudo prospectivo com 25096 homens do Health Professionals Follow-up Study. A ingestão total de flavonoides e subclasse foram calculados a partir de questionários de frequência alimentar coletados a cada 4 anos. Os participantes classificaram sua função erétil em 2000 (com relatórios de históricos a partir de 1986) e novamente em 2004 e 2008.
Resultados: Durante 10 anos de seguimento, 35,6% relataram incidência DE. Após o ajuste para variáveis multivariadas, incluindo os fatores de risco de doença cardiovascular clássicos, várias subclasses de flavonoides foram associados com redução da incidência DE, especificamente flavonas (RR = 0,91; 95% CI: 0.85, 0.97; P-tendência = 0,006), flavanonas (RR = 0,89; 95% CI: 0,83, 0,95; P-tendência = 0,0009) e antocianinas (RR = 0,91; 95% CI: 0.85, 0.98; P-tendência = 0,002) quando comparado à ingestão extremas. Os resultados mantiveram-se significativos após ajuste adicional para uma pontuação ingestão dietética composta.
Na análise estratificada por idade, uma maior ingestão de flavanonas, antocianinas e flavonas foi significativamente associada com uma redução no risco de (DE) apenas em homens <70 anos (redução de 11-16% no risco; P-interação = 0,002, 0,03 e 0,007 para flavonas, flavanonas, e antocianinas, respectivamente). Em análise baseada em alimentos, a maior ingestão de frutas, importante fonte de antocianinas e flavanonas, foi associada com uma redução de 14% no risco de (DE) (RR = 0,86; IC 95%: 0,79; 0,92; P = 0,002).
Conclusões: Estes dados sugerem que uma ingestão habitual mais elevada de alimentos ricos em flavonoides específicos está associada com a redução da incidência DE. Estudos de intervenção são necessários para examinar ainda mais o impacto do aumento da ingestão de alimentos ricos em flavonoides comumente consumidos por homens em diferentes idades e situações clínicas.

Fonte: Am J Clin Nutr 2016;103:534-41

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