Fitoterapia: o estudo das plantas medicinais

A Fitoterapia refere-se ao estudo das plantas medicinais e suas aplicações na prevenção e cura de doenças. Surgiu na China, por volta de 3000 a.C., quando o imperador Cho-Chin-Kei descreveu as propriedades do Ginseng e da Cânfora. Importante saber que medicamento fitoterápico é diferente da prática da fitoterapia, pois não engloba o uso popular das plantas em si, mas sim, seus extratos utilizados de maneira isolada.
O estudo desses mecanismos isoladamente, na forma de princípio ativo, é uma das responsabilidades da farmacologia. No entanto, as plantas medicinais são utilizadas frequentemente na forma caseira, através de chás, ultradiluições, ou de forma industrializada, com o extrato homogêneo da planta. Além do princípio ativo terapêutico, a mesma planta, pode conter outras substâncias que podem ser tóxicas. Portanto, todo princípio ativo terapêutico é benéfico dentro de um intervalo de quantidade, fora destes limites a toxicidade passa ser um risco.
Vários estudos foram conduzidos com objetivo de avaliar o uso dos princípios ativos no tratamento de doenças. Neste ensaio prospectivo, não randomizado, de intervenção controlada, para analisar o impacto do uso da Garcinia cambogia (GC) associada ao Glucomannan (GNN), na perda de peso em pessoas com obesidade. Os pacientes selecionados eram do sexo feminino e masculino, com mais de 18 anos e tinham um IMC> 25. Todos completaram um formulário sobre seu histórico médico antes da intervenção. (1)
Os extratos foram padronizados em GC (500 mg) e GNN (500 mg), duas vezes por dia, meia hora antes do almoço e jantar. A intervenção resultou em diminuição de 16% do peso corpóreo de acordo com a balança digital (HD-305 TanitaTM), diminuição de 15% da gordura visceral de acordo com os resultados obtidos de um Espectro BioScan. A glicose apresentou queda 6%. Todos os resultados foram colhidos no sexto mês de intervenção.
Outro estudo descreveu a faseolamina como uma glicoproteína que possui a ação de inibir a enzima alfa-amilase, que é responsável pela conversão de carboidratos em glicose, e tem grande potencial de diminuir a formação de estoque de triglicérides, encontrado em pessoas portadoras de obesidade. (2)
O nutricionista poderá utilizar a fitoterapia como coadjuvante nas terapias relacionadas ao seu campo de conhecimento específico. Vale ressaltar que um projeto terapêutico para indivíduos obesos nunca deverá extinguir a reeducação alimentar e mudança de comportamento. Mas é sempre necessário o acompanhamento das atualizações da literatura científica, com estudos atuais, validando o uso dessas plantas.
A prescrição de fitoterápicos por profissionais nutricionistas no Brasil foi regulamentada em 2015 pelo CFN e pela ASBRAN. Somado a esta regulamentação, o Sistema Único de Saúde (SUS) incluiu neste ano de 2018, dez novas terapias alternativas, como aromaterapia e fitoterapia com ação complementar à medicina tradicional, contribuindo para a promoção de bem estar e redução de estresse e ansiedade dos pacientes.
Confira na tabela abaixo algumas sugestões de plantas medicinais e possíveis benefícios, citados com referência. O Insira possui uma Pós-Graduação de Nutrição Clínica e Fitoterapia. Não perca a oportunidade! Confira no link : https://goo.gl/a4Qmsp.
tabela fito

Fontes:

(1) LANDIM, M. Andrea et al. Efeitos a longo prazo de Garcinia cambogia /Glucomannan na perda de peso em pessoas com obesidade, PLIN4, FTO e polimorfismos Trp64Arg. BMC Complementar e Medicina Alternativa Série. Publicado: 24 de janeiro de 2018.

(2) WOKADALA, C.O. et al. The nutraceutical role of the Phaseolus vulgaris a-amylase inhibitor. British Journal of Nutrition, China, v.100, p.1- 12, July 2008.

(3) ANTUNES, Angélica et. al. Efeito da Ilex Paraguariensis a. St. Hil. (erva mate) no controle da obesidade. Visão Acadêmica, Curitiba, v.18, n.1, Jan -Mar/2017. Disponível em: < https://goo.gl/zcCwQ4>. Acesso em 19 de mar 2018.

(4) VERRENGIA, C. Elizabeth et. al. Medicamentos Fitoterápicos no Tratamento da Obesidade. UNICIÊNCIAS, v. 17, n. 1, p. 53-58, Dez. 2013.

(5) PASMAN, W.J; HEIMERIKX, J; RUBINGH, C.M; BERG, R.V.D; O`SHEA, O; GAMBELLI, L; HENDRIKS, H.F.J; EINERHAND, A.W.C; SCOTT, C; KEIZER, H.G; MENNEN, L.I. The effect of Korean pine nut oil on in vitro CCK release, on appetite sensations and on gut hormones in post-menopausal overweight women. Lipids Health Dis, v.7, 2008.

Adriana Loiola
Estagiária em Nutrição

Silvia Ramos
Nutricionista- CRN3/10908

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