Artigo: Níveis de 25(OH)D e Prematuridade

Artigo 

Concentrações maternas ≥ 40 ng/ml de 25(OH)D associadas com risco 60% menor de parto prematuro entre pacientes obstétricos gerais em um centro médico urbano.

 

Introdução: Devido à alta taxa de nascimento prematuros em todo país e aos dados de Ensaios Clínicos Randomizados (ECR) demonstrando a redução de risco com a suplementação de vitamina D, a Universidade Médica da Carolina do Sul (MUSC) implementou um novo padrão de cuidados para mulheres grávidas receberem testes de vitamina D e suplementação. Objetivos: Determinar se a relação inversa relatada entre a 25(OH)D maternal e o risco de parto prematuro pode ter duplicado na MUSC, um centro médico urbano que trata uma grande e diversa população. Métodos: Foram obtidos dados de pacientes grávidas entre 18 a 45 anos entre setembro de 2015 e dezembro de 2016. Durante esse período, o protocolo que incluiu a 25(OH)D testando na primeira visita pré-natal com o posterior teste recomentado foi iniciado. Foram oferecidos suplementos de vitamina D gratuitos e o objetivo do tratamento foi ≥ 40 ng/ml. As taxas de nascidos prematuros (<37 semanas) foram calculadas e a Regressão logística e a regressão ponderada localmente (LOESS) foi utilizada para explorar a associação entre a 25(OH)D e prematuros. Análises de subgrupos também foram analisadas. Resultados: Entre as mulheres com um nascido vivo, e pelo menos um teste de 25(OH)D durante a gravidez (n=1.064), a porcentagem de prematuros foi de 13%. A curva LOESS, mostrou que a idade gestacional aumentou com o aumento de 25(OH)D. As mulheres com 25(OH)D ≥ 40 ng/ml tiveram um risco 62% menor de nascimento prematuro em comparação com as com <20 ng/ml (p<0,0001). Após o ajuste das variáveis socioeconômicas, este menor risco permaneceu (OR= 0,4, p= 0,002). Foram observadas diminuições semelhantes no risco de nascimentos prematuros, (espontâneo: 58%, p = 0,02, indicado: 61%, p = 0,006) por raça / etnia (branco: 65%, p = 0,03; não-branco: 68% , P = 0,008), e entre mulheres com nascimento prematuro anterior (80%, p = 0,02). Entre as mulheres com 25 (OH) D <40 ng / ml inicial, as taxas de nascimento prematuro foram 60% menores para aqueles com ≥40 contra <40 ng / ml em um teste de seguimento (p = 0,006); 38% para brancos (p = 0,33) e 78% para não-brancos (p = 0,01). Conclusão: As concentrações maternas de 25(OH)D ≥ 40 foram associadas a uma redução substancial no risco de nascimento prematuro em uma população grande e diversificada de mulheres.

 

Quer saber mais sobre as funções clássicas e recentes descobertas sobre a vitamina D?

Conheça o nosso curso “O boom da vitamina D: da clínica à academia” clicando aqui > https://goo.gl/MbkeFQ

 Referência: MCDONNELL, Sharon L. et al. Maternal 25(OH)D concentrations ≥40 ng/ml associated with 60% lower preterm birth risk among general obstetrical patients at an urban medical center. Plos One, [s.l.], v. 12, n. 7, p.1-12, 24 jul. 2017. Disponível em: <http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0180483>.Acesso em: 9 ago. 2017

 

Letícia Ramos
Estagiária de Nutrição

Silvia Ramos
Nutricionista CRN3/10908

 

Sem comentários.

Escreva um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *