A importância do aleitamento materno para o Sistema Estomatognático

  
   A importância do aleitamento materno exclusivo para a saúde materno-infantil, nos primeiros seis meses de vida do recém-nascido, vem se destacando cada vez mais nos estudos científicos. Os benefícios dessa prática não se limitam apenas a questões nutricionais e imunológicas, pois o padrão de sucção presente no ato de amamentar é essencial para a prevenção de alterações no sistema estomatognático. Este sistema é caracterizado por um conjunto de estruturas participantes nas funções de respiração, mastigação e fala, por isso é importante que se avalie e discuta a influência do aleitamento materno e do desmame precoce sobre este sistema.
   A criança que é desmamada precocemente não supre suas necessidades de sucção e acaba adquirindo hábitos orais deletérios, como a sucção digital, o uso de chupeta e mamadeira. Estes hábitos podem ocasionar alterações estruturais e funcionais no sistema estomatognático, possibilitando a instalação de má oclusão, respiração oral e alteração motora-oral. Na ordenha há movimentos que ajudam no desenvolvimento e crescimento da mandíbula, maxila e arcadas dentárias, bem como adequada movimentação orofacial, o que não acontece corretamente quando há a existência de hábitos deletérios. Os movimentos executados para extração do leite da mamadeira e para a sucção do dedo e chupeta, não são fisiológicos e a musculatura facial é utilizada incorretamente, propiciando alterações no fechamento labial e na postura da língua. O aleitamento materno promove adequada movimentação dos músculos e estruturas faciais, portanto amamentar contribuí para o desenvolvimento craniofacial, evitando o surgimento da má-oclusão, da respiração oral, e de problemas na fala, mastigação e deglutição. 

Conteúdo elaborado pela Nathália Escudeiro

Nutricionista formada pelo Centro Universitário São Camilo,
Nutricionista consultora na Alef Assessoria,
Nutricionista voluntária no Hospital Amparo Maternal,

Pós graduanda em Nutrição Materno Infantil pelo ImeN Educação

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