A Fitoterapia como alternativa no tratamento da obesidade

 

Há algum tempo, a obesidade deixou de ser apenas um problema estético e passou a ser uma doença crônica, considerada um dos maiores problemas de saúde pública no mundo segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).  Dados da OMS revelam que a projeção em 2025, é que cerca de 2,3 bilhões de adultos estejam com sobrepeso; e mais de 700 milhões, obesos.
Existem diferentes terapias utilizadas para o controle do sobrepeso e da obesidade, mas os resultados são muito variáveis. Neste contexto, a fitoterapia, surge como método terapêutico. A terapia utiliza plantas medicinais como recurso para o tratamento e prevenção de doenças. Sendo cada vez mais procurada por pacientes e estudada por profissionais.
Entre os diversos fitoterápicos utilizados no tratamento da obesidade, neste artigo, abordaremos especificamente a planta Tamarindo-do-Malabar ou Garcinia.
O Tamarindo-do-Malabar ou Garcinia, é um gênero da família Clusicaceae que inclui numerosas espécies de árvores e arbustos nativos da Ásia, África, Polinésia e América Tropical. Várias espécies de Garcinia são encontradas na Índia, tais como a G. cambogia. As partes utilizadas terapeuticamente são a polpa e a casca seca do fruto, sendo a principal substância ativa o ácido hidroxícitrico (HCA).
O HCA é um inibidor competitivo da citrato-liase, enzima que catalisa a clivagem extra-mitocondrial de citrato em oxaloacetato e acetil-CoA. Pela ação do HCA há diminuição da acetil-CoA, limitando assim a disponibilidade de unidades de dois carbonos requerido para a biossíntese de ácido graxo e colesterol.
A acetil-CoA é utilizada na síntese de ácidos graxos e colesterol, e na síntese de acetilcolina no Sistema Nervoso Central. O HCA promove oxidação de ácidos graxos e, aumenta a liberação de serotonina e sua disponibilidade no córtex cerebral, diminuindo a concentração de leptina no soro humano. A leptina é uma proteína transcrita pelo gene da obesidade secretada pelos adipócitos, atua no sistema nervoso central como fator de sinalização para regular a homeostase do peso corporal e o estado de reserva energética do organismo.
Grande parte dos indivíduos obesos apresenta níveis elevados de leptina, devido a uma mutação no gene que a codifica. Outra manifestação pode ser a resistência à ação da mesma, devido a uma mutação no gene que codifica seu receptor. Em ambos os casos, ocorre aumento do neuropeptídeo Y no hipotálamo (NPY). O NPY atua aumentando o apetite e causa também hipersecreção de insulina e de glicocorticoides, com secreção subsequente de leptina. Quando a leptina é ineficaz para reduzir a produção de NPY, um círculo vicioso se estabelece, originando um fenótipo marcado pela deposição de gordura ou obesidade, dependendo da ingestão de alimentos. Este mecanismo explica a atuação da G. Camboja na obesidade.
A Resolução CFN N° 525/2013 regulamenta a prática da fitoterapia pelo nutricionista como complemento à prescrição dietética, destacando a importância de especialização profissional para isto.
Especialize-se em Fitoterapia
Priscila Alves Gouveia
Estagiária de Nutrição
Silvia Ramos
Nutricionista

 

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