Prevenção do câncer de mama e a alimentação

O mês de outubro é marcado pela campanha internacional de combate ao câncer de mama. O movimento conhecido como “Outubro Rosa” começou nos Estados Unidos na década de 1990. A data é celebrada anualmente e tem o objetivo principal de conscientizar a homens e mulheres sobre a importância da detecção precoce da doença.

O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres, representando cerca de 25% dos casos novos a cada ano. Apesar de raro, acomete também homens, representando apenas 1% do total de casos da doença. Sua incidência cresce progressivamente após os 50 anos e raramente antes dos 35 anos.

A etiologia do câncer de mama não é totalmente esclarecida nem prevenida por ser multifatorial e, muitos dos fatores, não serem modificáveis, porém, há evidências de que a dieta esteja associada ao maior risco de desenvolvimento dessa doença, uma vez que o sobrepeso aparece como principal fator de risco modificável.

Estima-se que por meio de uma alimentação balanceada e atividade física, é possível reduzir em até 30% o risco de desenvolvimento do câncer de mama. Uma dieta rica em frutas, grãos integrais e vegetais e pobre em gorduras saturada, poliinsaturada e trans, tais como margarinas, frituras, bacon, presunto, salsicha, linguiça e mortadela é prevista por melhorar o prognóstico de câncer de mama e diminuir o risco de reincidência. Evitar o consumo de bebidas alcoólicas, controlar peso corporal e incentivar a amamentação são recomendações básicas para prevenir o câncer de mama.

Os fatores dietéticos e nutricionais desempenham grande papel e influenciam a qualidade de vida inclusive após o diagnóstico tardio do câncer, nesse contexto, a condição nutricional tem um papel importante no desfecho clínico e na qualidade de vida do portador. Porém, quanto antes o câncer de mama é diagnosticado, maiores as chances de o tratamento ser bem-sucedido.

 

Referências

AMBROS, Claudia et al. Fatores que influenciam o consumo energético de mulheres no tratamento do câncer de mama. Rev Bras Ginecol Obstet. Florianópolis. V. 33, n. 8, p. 207-13, 2011. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rbgo/v33n8/a07v33n8>

RUBIN, Bibiana de Almeida et al. Perfil Antropométrico e Conhecimento Nutricional de Mulheres Sobreviventes de Câncer de Mama do Sul do Brasil. Revista Brasileira de Cancerologia. V.56, n.3, p. 303-309, 2010. Disponível em: <http://angoti.com.br/enviados/201010520265.pdf>

SAMPAIO, Helena Alves de Carvalho et al. Consumo alimentar de mulheres sobreviventes de câncer de mama: análise em dois períodos de tempo. Rev. Nutr., Campinas. v. 25, n. 5, p.597-606, 2012. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-52732012000500005>

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER – INCA. Consenso nacional de nutrição oncológica. Disponível em: <http://www1.inca.gov.br/inca/Arquivos/consensonacional-de-nutricao-oncologica-2-edicao_2015_completo.pdf>.

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER – INCA (Brasil). Disponível em: < http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/mama+/prevencao >

 

Fabiana Lascala
Estagiária de Nutrição e Comunicação

Silvia Ramos
Nutricionista CRN3-10908

 

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