17 de maio | Dia Mundial da Hipertensão

  
  No Brasil, segundo dados da POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares) a maior proporção do sal adicionado é originada do uso culinário dos ingredientes. Além disto, o aumento do consumo de industrializados contribui para o consumo diário excessivo de sódio.
  Entretanto, a relação entre PA e a quantidade de sódio ingerido é heterogênea. Este fenômeno é conhecido como sensibilidade ao sal. Indivíduos normotensos com elevada sensibilidade à ingestão de sal apresentam incidência cinco vezes maior de HAS, em 15 anos, do que aqueles com baixa sensibilidade. Apesar das diferenças individuais de sensibilidades, mesmo modestas reduções na quantidade de sal são, em geral, eficientes em reduzir a PA. Tais evidências reforçam a necessidade de orientação a hipertensos e “limítrofes” quanto aos benefícios da redução de sódio na dieta. A necessidade nutricional de sódio para os seres humanos é de 500 mg (cerca de 1,2 g de sal), tendo sido definido recentemente, pela    Organização Mundial de Saúde, em 5 g de cloreto de sódio ou sal de cozinha (que corresponde a 2 g de sódio) a quantidade considerada máxima saudável para ingestão alimentar diária. O consumo médio do brasileiro corresponde ao dobro do recomendado.
  Além de restrição de sódio quando necessária, adotar mudanças do estilo de vida  e de alimentação deve ser reforçadas à estes pacientes. Uma das alternativas com bom nícel de evidência é a dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension), rica em frutas, hortaliças, fibras, minerais e laticínios com baixos teores de gordura, tem importante impacto na redução e da PA. A lista abaixo elenca as principais características da dieta DASH.
 
Como recomendar uma dieta ao estilo DASH:
  • Escolher alimentos que possuam pouco gordura saturada, colesterol e gordura total. Por exemplo, carne magra, aves e peixes, utilizando-os em pequena quantidade. 
  • Comer muitas frutas e hortaliças, aproximadamente de oito a dez porções por dia (uma porção é igual a uma concha média).
  •  Incluir duas ou três porções de laticínios desnatados ou semidesnatados por dia.
  •  Preferir os alimentos integrais, como pão, cereais e massas integrais ou de trigo integral.
  • Comer oleaginosas (castanhas), sementes e grãos, de quatro a cinco porções por semana (uma porção é igual a 1/3 de xícara de feijões ou ervilhas cozidas e secas).
  • Reduzir a adição de gorduras. Utilizar margarina light e óleos vegetais insaturados (como azeite, soja, milho, canola).
  • Evitar a adição de sal aos alimentos.
  • Evitar molhos e caldos prontos, além de produtos industrializados.
  • Diminuir ou evitar o consumo de doces e bebidas com açúcar.

 

Referência: Sociedade Brasileira de Cardiologia / Sociedade Brasileira de Hipertensão / Sociedade Brasileira de Nefrologia. VI Diretrizes Brasileira de Hipertensão. Arq Bras Cardiol 2010.
 
Resumo do artigo elaborado por Dra. Silvia Ramos

Nutricionista
Doutora em ciências UNIFESP
Especialista em Saúde Pública FSP/USP
Especialista em Nutrição Materno Infantil EPM/UNIFESP
Membro do Núcleo de Nutrição e Saúde Cariovascular do DA/SBC
Membro do Departamento de Nutrição e Metabolismo da SBD
Diretora do IMeN Educação
 

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